Me perguntaram o que eu estava lendo.
Senti o sangue subir para o rosto e aquela sensação indescritível de comichão no rosto indicando muita vergonha. Respirei fundo, desatei o nó da garganta e respondi: nada!
Quase superado o constrangimento, fui tentar entender como isso tinha acontecido e, é claro, a resposta foi muito fácil: Eu tenho uma nova paixão! E, como boa geminiana que sou, esqueço facilmente os amores antigos diante de um novo encantamento.
Como disse, sabiamente, Cartola: “essas cordas de aço, este minúsculo braço, do violão que os dedos meus acariciam...” tornando me sua total prisioneira, apaixonadamente dedicada.
Não me importa muito que o resultado da minha paixão não seja acusticamente muito agradável, para mim, tem sido de um gozo contínuo, um amor sem dissabores...
E, sigo aqui, tocando para minha platéia invisível e ao mesmo tempo sentindo a música entrar em meus ouvidos e me tomar a alma, levando me ao Olimpo dos deuses gregos pecadores e cheios de prazeres... “Ah, este bojo perfeito, que trago junto ao meu peito, só você violão...”
Um comentário:
Violão? Sério?
Doida pra ver isso!
Bjos e saudades
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