Porque é a lembrança dela que não me permite desistir do blog apesar de tê-lo abandonado.
Porque, ela tem tanta poesia na alma, que todo o amor gerado se expande em uma brilhante escudo para protegê-la de tudo o que é mau.
Porque ninguém, nunca, disse tanto de mim em tão poucas palavras é que me dou ao direito de roubar teu texto para te homenagear mais uma vez nesse blog.
Fazia anos que não se viam. Ainda de longe seus olhares se encontraram. Desta vez foram os olhos dele que a procuraram. Ao se aproximarem, continuaram uma conversa nunca antes começada.
Ele: Posso te perguntar uma última coisa?
Ela (com um leve sorriso nos lábios) : Claro!
Ele: Você me amou?
Ela(ainda sorrindo): Te amei de uma maneira como nunca havia amado. Te amei de maneira ardentemente doce, suavemente intensa e radicalmente tolerante.
Ele (sorrindo): E você se arrepende?
Ela: De quê?
Ele: De tudo o que não vivemos juntos?
Ela: Não posso me arrepender, porque te amar me fez um bem danado.
Ele (ligeiramente assustado): É? Como assim?
Ela: Nosso amor não vivido me fez mais mulher e mais humana do que todos os outros amores vividos que tive.
E saíram caminhando tranquilamente de braços dados.
http://www.posologiapoetica.blogspot.com.br/
De tempos em tempos: meu pequeno universo de desabafos e alucinações; a persistência de meus sonhos de poesia, o escape da racionalização e incoerência maçantes, meu espelho da contínua revolução pessoal.
sexta-feira, março 23
quinta-feira, março 1
Verdana
Verdana não é a minha fonte preferida. É a dela. Não me recordo, já faz tanto tempo, parece que desde sempre escrevo em Verdana. E, sempre que seleciono a fonte escolhida, pois é preciso escolhê-la (como outras coisas importantes da vida, tem que se fazer a opção por), me sinto tão perto e, a saudade se aquieta. A cada caracter digitado, me lembro do seu olhar argumentativo e sua constrangedora liberdade de não ser rebelde. Sei que é uma homenagem boba, inocente até. E, sei que não adianta nada. Mais digno seria um telefonema que fosse, pra por um minuto sair da realidade claustrofóbica e lhe lembrar minha amizade.
Porém, sigo escrevendo em Verdana, eu gosto e é mais fácil.
Porém, sigo escrevendo em Verdana, eu gosto e é mais fácil.
Marcadores:
da série - mulheres da minha vida
Assinar:
Postagens (Atom)