De tempos em tempos: meu pequeno universo de desabafos e alucinações; a persistência de meus sonhos de poesia, o escape da racionalização e incoerência maçantes, meu espelho da contínua revolução pessoal.
quinta-feira, julho 19
meu Destino
Eu te disse: se você pudesse imaginar o que aconteceu naqueles dias. Você novamente pediu desculpas dizendo que foi um desencontro. Te acalmei e falei que não importava mais, fora apenas uma obra do destino e agora nada mais que uma história engraçada. Sorrindo, você me perguntou o que acontecera. Sorrindo, eu não quis te contar... tive ciúmes do meu segredo com o Destino.
Conheci o Destino desenhado no teu corpo. Naquele momento, me encantei, não por você, pelo Destino. Percebi que poderia ser para ele um brinquedo, inconsequentemente, estava à sua mercê e me permitiria o que ele quisesse. Não era ele o meu destino, era eu o teu joguete.
Assim, construímos nossa história. Eu, cega e o Destino, sarcástico. Sofri. Mas de tão apaixonada, ele me iludia sem esforço e eu me entregava novamente. Eu perguntava seus intentos e ele, malicioso, negava. Implorava pela tranquilidade e, ele me batia como um furacão. Pedia pela emoção e ele me angustiava com o tédio. Quando me revoltei ele disse tudo bem, tenha o que desejar. Eu disse não, implorei, chorei, pedi que voltasse e fosse rei da minha vida. O Destino, tantas vezes me fez feliz quanto me fez desesperada e, eu faminta, faminta pelo Destino.
Eu te engano porque sou do Destino e faço o que lhe satisfaz. Quando disse que te amava eu mentia, porque o Destino mandou. E quando te deixei, não pense que não sofri, mas, assim o quis o Destino, senhor de minha vida. E, sigo, dia após dia, a mercê de Seus caprichos, escrava do Destino.
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