De tempos em tempos: meu pequeno universo de desabafos e alucinações; a persistência de meus sonhos de poesia, o escape da racionalização e incoerência maçantes, meu espelho da contínua revolução pessoal.
quarta-feira, agosto 22
Bee
Quando me propus a organizar a série “mulheres da minha vida” foi nela em que pensei primeiro e para ela quis escrever. Especialmente esse texto eu nunca consegui terminar apesar de inumeráveis vezes tê-lo começado.
Ainda agora sofro com o texto que deveria ser e não é e, por não ser, tanto me angustia.
Queria, em palavras charmosas, te dizer que me apaixonei pela mulher de sagitário, me enfeiticei pelo cabelo ruivo, me encantei com sua eterna busca, me ofusquei com seu brilhantismo.
Queria, de forma interessante, te contar como amava seu humor irônico e seu olhar sagaz, que sua verdade lancinante torturava minha alma, que sua dor sincera me enfraquecia e sua risada me acalmava o espírito.
Queria, em poesia, te definir. Tu que é toda em vermelho: vermelho-fogo, vermelho-sangue, vermelho-fênix, vermelho-paixão, vermelho por-do-sol.
Queria, melancolicamente, te confessar que quando te tive forte me amparei e quando te tive humana me desesperei.
Queria, de forma singular, te explicar o amor e a inveja, a saudade e a presença, a admiração e a subserviência.
No entanto, de tanto querer dizer, me calo e me recolho... Ao sofrimento dos incapazes.
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Um comentário:
Speechless... And full of love and joy.
You, my summer laugh.
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